O mês de novembro
marca a luta das mulheres pelo fim da violência cometida contra
elas. A data, 25 de novembro, é uma homenagem às irmãs Mirabal,
assassinadas pela ditadura da República Dominicana, na década de
80. No Brasil, mais de 43 mil mulheres foram assassinadas nos últimos
10 anos e a cada 15 segundos uma mulher é agredida. E embora
tenhamos avanços legais com a Lei Maria da Penha, não contamos com
instrumentos públicos que viabilizem a aplicação desta lei que
coíbe este tipo de violência. As Delegacias da Mulher só funcionam
de segunda à sexta até as 18 horas e não funcionam aos finais de
semana, justamente quando ocorrem o maior número de agressões
contra a mulher.
Como parte desta luta,
o Movimento de Mulheres Olga Benário do ABC organizou diversas
atividades.
No dia 27 de novembro na UFABC houve um outro debate sobre o tema violência contra a mulher. O debate teve início com a exposição de Bruna Magno sobre a história do dia 25 de novembro e sobre quem foi Maria da Penha. Em seguida Carol Mendonça falou sobre as origens e causas da violência, além da contribuição de Carol Vigliar do MLC, sobre a mulher enquanto mercadoria no Capitalismo e sua dupla opressão. Houve a participação de jovens da universidade no debate e também no mural interativo que foi colocado no saguão do prédio Alfha onde os estudantes puderam opinar sobre o que pensam a respeito da violência contra a mulher.
Em
seguida as mulheres seguiram em caminhada pelas principais ruas do
centro da cidade recebendo total apoio da população. Um dos
momentos mais emocionantes da caminhada, foi notarmos a emoção de
uma mulher que via a passeata e ao pegar nosso jornal, chorou, nos
contando que já sofreu no passado muitas agressões do marido.
Durante o ato foram lembradas também as mulheres assassinadas como
Eloá, Elisa e
Mércia, entre tantas outras. No carro de som, denunciaram a situação
de violência pela qual passam.
A
passeata seguiu até a Delegacia da Mulher de Santo André, para lá
entregar uma carta denunciando o horário de fechamento da delegacia
e exigindo que esta funcione diariamente, durante 24 horas. A grande
surpresa foi o imenso descaso que as mulheres foram tratadas.
Aguardaram algum tempo até que alguém aparecesse para atender. Em
seguida, informaram que a delegada não estava e
inicialmente as duas funcionárias que lá se encontravam se
recusaram a protocolar a entrega do nosso documento.
Após escutarem que as
delegacias de mulher são fruto da luta do movimento de mulheres, e
como tantas outras conquistas que já obtivemos, continuaremos em
luta até alcançarmos mais esta, elas enfim, protocolaram a entrega
do nosso documento que reivindica: A ampliação
do funcionamento
desta Delegacia
para 24
horas e
a abertura
da Delegacia de Defesa da Mulher aos
fins de
semana!
O Movimento segue em
suas atividades, organizando núcleos de mulheres, que se reunem para
debater sua situação e pensar coletivamente em formas de mudança.
Junte-se a nós!
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