Olga e outros movimentos de mulheres presentes, agosto de 2013, no MASP, no aniverásio da Lei Maria da Penha
31.8.13
19.8.13
1.8.13
Sem vetos, Dilma sanciona lei sobre vítimas de violência sexual
Após uma série de reuniões com ministros envolvidos no assunto, a presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira a lei que obriga hospitais que fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) a prestar atendimento emergencial a vítimas de atendimento de violência sexual. Dentre os dispositivos está polêmica envolvendo a adoção da pílula do dia seguinte.
“Esse projeto ao ser sancionado transforma em lei a política que já é estabelecida em portaria do Ministério da Saúde, que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“É exatamente um projeto que além de prestar um apoio humanitário essencial a uma mulher que foi vítima de uma tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é a prática do aborto legal”, acrescentou o ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho.
A proposta aprovada pelo Congresso Nacional no último dia 4 lista uma série de serviços que deverão ser oferecidos pela rede pública de saúde. Dentre elas estão amparo médico, psicológico e social, facilitação do registro da ocorrência e encaminhamento ao órgão de medicina legal e às autoridades especializadas com informações que podem ser úteis à identificação do agressor e à comprovação da violência sexual.
Dilma manteve dois incisos que provocaram reação de grupos religiosos, em especial a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O mais importante é o que fala em profilaxia da gravidez, que segundo o governo, seria a adoção da pílula do dia seguinte para evitar a gestação da vítima. Para a Igreja, o método já seria considerado abortivo.
Ex-seminarista e ainda interlocutor importante da Igreja Católica, Gilberto Carvalho mostrou-se assertivo sobre a importância da nova legislação. “Os dados que nos vêm da Organização Mundial de Saúde sobre a prática e a maneira como a portaria do Ministério da Saúde, mais do que isso, a regulamentação que nós vamos fazer, o tipo de medicamento, o prazo que pode ser usado, ou seja, até 72 horas depois do incidente, faz com que tiremos da nossa cabeça qualquer dúvida sobre o caráter não abortivo dessa pílula, desse medicamento”, disse.
Outro artigo combatido pelos grupos religiosos é o que estabelece o “fornecimento de informações às vítimas dos direitos legais e de todos os serviços sanitários disponíveis”. Um dos direitos já previstos à vítima de estupro é a possibilidade da realização do aborto em qualquer estágio da gestação. No argumento contrário à nova lei, a CNBB alega que esse tipo de informação prestada pelos hospitais poderia induzir à escolha do aborto. Eles defendem que apenas delegacias forneçam esse tipo de informação.
A lei será publicada no Diário Oficial de amanhã e passa a valer em 90 dias, porque ainda precisa de regulamentação.
Governo envia novo projeto para corrigir “imprecisões técnicas”
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dois pontos sancionados apresentam “imprecisões técnicas” que serão corrigidas por meio de outro projeto de lei que vai tramitar no Congresso Nacional. O primeiro é o que define violência sexual como sexo sem consentimento. Para o governo, a definição exclui o caso de crianças que com menos de 14 anos, que não são aptas a dar consentimento.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dois pontos sancionados apresentam “imprecisões técnicas” que serão corrigidas por meio de outro projeto de lei que vai tramitar no Congresso Nacional. O primeiro é o que define violência sexual como sexo sem consentimento. Para o governo, a definição exclui o caso de crianças que com menos de 14 anos, que não são aptas a dar consentimento.
O outro ponto é o que suprime o termo “profilaxia de gravidez”. Segundo a mensagem presidencial, a expressão “não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamentos voltados às vítimas de estupro”. O termo a ser utilizado, segundo a proposta do governo, é “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”, que restringe a prática especificamente à pílula do dia seguinte.
10.7.13
7.7.13
Nota do Movimento de Mulheres Olga Benário sobre as manifestações que se levantam no país
O Movimento de Mulheres Olga Benário também esteve na luta pela redução da tarifa dos transportes junto a todas as manifestações que se levantaram no país e segue na luta pela estatização dos meios de transporte
públicos e do passe livre.
Nós, mulheres, estudantes, mães, donas de casa, trabalhadoras, além de sofrermos com o preço das passagens, que é mais um item no aumento do custo de vida, somos responsabilizadas pela maioria das famílias, tendo que arcar com a passagem também dos/as filhos/as e netos/as. Precisamos lembrar também que as mulheres são maioria dentro dos transportes públicos.
Além disso, sofremos também com o sucateamento dos mesmos, com a super lotação das vans, ônibus, trens e metros. Denunciamos os assédios que sofremos diariamente dentro dos transportes públicos, onde somos encoxadas, esfregadas, recebemos passadas de mão. É comum homens que se masturbam e ejaculam nas mulheres dentro do transporte público, além dos casos de estupro.
Além disso, sofremos também com o sucateamento dos mesmos, com a super lotação das vans, ônibus, trens e metros. Denunciamos os assédios que sofremos diariamente dentro dos transportes públicos, onde somos encoxadas, esfregadas, recebemos passadas de mão. É comum homens que se masturbam e ejaculam nas mulheres dentro do transporte público, além dos casos de estupro.
A nossa luta não é por só por 0,20 centavos! É também pelo respeito a mulher e contra os abusos que
sofremos todos os dias com a super lotação dos transportes públicos.
Convocamos as mulheres trabalhadoras, donas de casa, estudantes a saírem as ruas e lutarem. Pois sem luta, não há revolução, e sem revolução, não há Socialismo.
Basta de violência à mulher!
Exigimos nossos direitos!
Estatização do transporte público já!
Exigimos nossos direitos!
Estatização do transporte público já!
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